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Claretianos Brasil

História da fundação da Comunidade de Londrina (1959)

 

História da Fundação da Comunidade de Londrina (1959)

 

A fundação da Comunidade de Londrina, em 1959, de uma certa maneira, teve início dois anos antes. No dia 13 de janeiro de 1957, Festa da Sagrada Família, na Paróquia do Imaculado Coração de Maria de São Paulo, o Monsenhor Geraldo Fernandes Bijos, CMF, foi sagrado primeiro bispo de Diocese recém criada no Paraná: Londrina. Monsenhor Armando Lombardi, Núncio Apostólico, Dom Manuel de Elboux, Arcebispo de Curitiba e Dom Francisco Prada, Bispo de Uruaçu foram os consagrantes. No mês seguinte, no dia 17 de fevereiro, Dom Geraldo Fernandes, CMF, tomou posse de sua Diocese. O primeiro bispo teria muito trabalho pela frente, era necessário organizar uma Diocese. Ao longo de seu bispado e, depois, arcebispado, Dom Geraldo Fernandes criaria 42 paróquias, edificaria igrejas e capelas, organizaria periódicos (Voz do Paraná, Clarim Mariano e Vida Claretiana), criaria centros de retiros, construiria Seminário Maior e Menor, fundaria a Rádio Alvorada de Londrina e criaria ao lado de Madre Leônia Milito uma Congregação Religiosa. Tão extenso e dedicado trabalho exigiria trabalhadores para a messe, religiosos e religiosas – diocesanos e regulares – eram solicitados para a Diocese de Londrina.

No mesmo ano da posse de Dom Geraldo Fernandes, CMF, o Padre João de Castro Engler, Superior Provincial, da Província Claretiana do Brasil Meridional era autorizado pelo Governo Geral a cuidar da fundação de comunidade na cidade de Londrina. O Livro de Atas do Governo Provincial definiu para o primeiro triênio (1958-1960) os PP Geraldo Garcia Muniz Menezes (1915 – 1967), Astério Picado Pascoal (1889 – 1978), e, Vicente de Paula Rosa Vieira (1912 – 1990). Eles foram mandados à cidade de Londrina para cuidar dos preparativos da nova comunidade que nasceria em 23 de dezembro de 1959, e, também, auxiliar Dom Geraldo Fernandes, CMF, na tarefa de organizar a nova Diocese de Londrina, que, à época era chamada de a capital do norte do Paraná. No dia 1º. agosto de 1959, Dom Geraldo Fernandes assinou o decreto de criação da Paróquia do Coração de Maria dos Missionários Claretianos e definiu os seus limites nos seguintes termos: “Começa na esquina das Ruas Higienópolis e Espírito Santo, segue a Rua Espírito Santo até a Rua Antonieta, sobe a Rua Antonieta até a Rua Goiás, segue esta até a Rua Maringá, segue a Rua Maringá até o Igapó, segue o Igapó e sobe por uma reta à Estrada que leva ao Patrimônio Espírito Santo, acompanha esta Estrada até o Rib. Esperança, desce o Rib. Esperança até a Foz do Cafezal, desce até a Faz. Cegonha, daí procura a cabeceira do Córrego Tucano, desce por este até o Igapó, atravessa o Igapó em direção da Foz do Córrego do Leme, sobe o Córrego do Leme até a cabeceira, daí procura a Rua Jorge Velho, segue esta até a Rua Prof. João Cândido, segue esta até a Rua Espírito Santo, segue a Rua Espírito Santo até a esquina da Av. Higienópolis, ponto de partida desta demarcação”.

Edificação que originalmente era fábrica de banha abrigaria, a partir de março de 1960, a primeira capela dos Missionários Claretianos em Londrina. O Padre José Cañivano Blanco (1905 – 1994), CMF, seria o responsável pelas atividades da nova capela. No ano seguinte, 1961, o Padre Valentim Rodríguez Rodríguez (1904 – 1973) assumiria como o primeiro vigário da nova Paróquia. O crescimento da paróquia acompanhava o crescimento da economia da região e logo exigiria a ampliação da pequena capela feita de madeira, assim, em outubro de 1961, Dom Geraldo Fernandes, CMF, abençoava a pedra fundamental sobre a qual haveria de se construir igreja, escola e serviço social para os trabalhos da Comunidade Claretiana do Coração de Maria. Os paroquianos, em geral, eram gente modesta de outras cidades e paisagens que foi atraída pelo crescimento da região do norte do Paraná. O Livro Tombo do Coração de Maria relata que, muitas vezes, os paroquianos de maneira espontânea colaboraram na edificação das obras. Tratamos de área em processo de expansão, de crescimento, desta forma, tudo estava por ser loteado, construído e edificado: casas, ruas, avenidas, saneamento, rede elétrica, logradouros, edifícios públicos e comercias.

A Diocese de Londrina, em 1957, ao buscar trabalhadores para a messe ajudou, também, na criação de uma Congregação Religiosa: as Missionárias Claretianas. De fato, as irmãs religiosas pertenciam originalmente à Congregação das Pobres Filhas de Santo Antônio. Congregação de origem italiana as Filhas de Santo Antônio estabelecidas no Brasil, desde 1956, viviam impasse em relação ao seu Governo Geral. Por um lado, religiosos brasileiros de diversas regiões buscavam pelo trabalho das irmãs, por outro lado, o Governo Geral da Congregação das Pobres Filhas de Santo Antônio redefinia e restringia as atividades da Congregação em território brasileiro. O impasse entre as religiosas estabelecidas aqui e o Governo da Congregação chegou às mãos de Dom Geraldo Fernandes que era assessor da Conferência dos Religiosos do Brasil. O caminho trilhado para resolver a questão, no final das contas, foi o da separação das religiosas aqui estabelecidas e o da criação de novo Instituto Religioso. Desta forma, Dom Geraldo Fernandes, CMF e a Madre Leônia Milito, em 1958, fundaram a Congregação das Missionárias de Santo Antônio Maria Claret. A aprovação da Santa Sé para a Congregação ocorreu no dia 12 de Março, nesse mesmo dia é encaminhada comunicação para Dom Geraldo e Madre Leônia, correspondência que chegará ao Brasil uma semana depois, no dia 19 de Março, dia de São José. As Missionárias de Santo Antônio Maria Claret decidiram-se pelo dia 19 para assinalar a fundação de sua Congregação.

Hoje, 2018, a Comunidade de Londrina é composta pelo Padre Oswair Chiozini, Superior e Vigário Paroquial, Padre Gedeão Maia, Vice-Superior e Pároco, e, o Irmão Antônio de Oliveira Santos Filho, Ecônomo e Trabalhos Pastorais.

 

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Comentários 1

26/06/2018 14:34 - Padre Reni Bresolin

Bela matéria, porém faltou mencionar a Paróquia Nossa Senhora da Glória que foi um marco importante na história a comunidade de Londrina.