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XIII. História da Fundação da Comunidade de Ribeirão Preto (1917)

XIII. História da Fundação da Comunidade de Ribeirão Preto (1917)

A cultura do café alterou paisagens e personagens do Estado de São Paulo nos primeiros anos do século XX. O aquecimento da economia dinamizada pela cafeicultura logo daria fôlego à diversificação dos investimentos e à industrialização. Ribeirão Preto cresce e atrai novos moradores que, no Brasil nos anos 10, são migrantes e imigrantes. Expansão demográfica que demandava loteamentos, isto é, a criação de bairros inteiros, caso da Vila Tibério, criada a partir do desmembramento da Fazenda Monte Alegre. Tibério Augusto, agrimensor e genro do proprietário da Monte Alegre acabou por dar nome ao novo bairro de Vila Tibério. A chegada de moradores expandia a área urbana da cidade e, por conseguinte, solicitava atenção às necessidades espirituais.

Ribeirão Preto, em 1908, tornou-se Diocese sob o Papa Pio X e Dom Alberto José Gonçalves foi o seu primeiro bispo. Era necessário refazer as demarcações das paróquias e quando preciso criar novas. Caso da Vila Tibério, que, em 1914, viu nascer a Paróquia de Nossa Senhora do Rosário da Vila Tibério cuja Capela ficava à Rua Gonçalves Dias. Padre Guilherme Arnold foi o primeiro pároco de Nossa Senhora do Rosário, permaneceu à frente até 1917, ano em que a Paróquia passaria para as mãos dos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria. Nascia a Comunidade Claretiana de Ribeirão Preto à frente da Paróquia Nossa Senhora do Rosário tendo como integrantes o Padre Valdomiro Ciriza, Superior Local, Padre José Maria Andia e o Irmão Abílio Pinto Osório.

A Comunidade de Ribeirão Preto, nos meses seguintes, dedicou-se às populações que moravam em áreas urbanas e rurais. Para tanto, procurou conhecer cada quadra e fazenda e, outrossim, os seus moradores, desta forma, a Comunidade conhecia as características da região e o perfil de seus habitantes. Verificadas as fazendas que possuíam capelas – Guatapará, Piraju e Vila Nova – fez delas os centros de suas missões na área rural da Paróquia. Trabalho intenso que traria à igreja número crescente de paroquianos para acompanhar as celebrações.

No ano seguinte, 1918, decidiu-se pela construção de uma nova matriz para acolher em melhores condições os paroquianos. Era o ano do término da Primeira Guerra Mundial e sofria-se ainda com a gripe espanhola. A despeito das dificuldades econômicas e sociais, no dia 2 de junho de 1918, Dom Alberto José Gonçalves benzeu a pedra fundamental da nova edificação dos Claretianos na Vila Tibério de Ribeirão Preto. Adotava-se o estilo gótico para a matriz e no dia 24 de dezembro de 1919, os Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria ocuparam as novas dependências da Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Vila Tibério de Ribeirão Preto. 

Hoje a Comunidade de Ribeirão Preto é composta pelos Padres Manuel Müller, Superior e Vigário Paroquial, Daniel Aparício Rasteiro, Vice-superior, Ecônomo e Pároco, e, Fagner G. Almeida, Vigário Paroquial e PVCLAR (Pastoral Vocacional Claretiana). 

 

Prof. Dr. Josias Abdalla Duarte

Arquivo Provincial

 

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