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ROMARIA DOS MÁRTIRES DA CAMINHADA EM RIBEIRÃO CASCALHEIRA

A Paróquia São João Batista de Ribeirão Cascalheira/MT vivenciou nos dias 16 e 17 de julho a Romaria dos Mártires da Caminhada com o tema: "Tudo pelo Reino", escolhido pelo próprio D. Pedro Casaldáliga, após a Romaria de 2016.

A Romaria acontece de cinco em cinco anos, em homenagem as pessoas que perderam suas vidas pela causa da construção do Reino de Deus na Terra, por um mundo sem desigualdades, com respeito às diferenças e com o ser humano em primeiro lugar. Estas são chamadas de Mártires da Caminhada.

Este é o primeiro ano que os Missionários Claretianos, em missão na Prelazia de São Félix do Araguaia acolhe os romeiros vindos de todo o Brasil que caminham para celebrar a Páscoa dos Mártires recordando o martírio de Jesus Cristo.   Este ano a 7ª Romaria dos Mártires também celebrou os 50 anos da Igreja de São Félix do Araguaia e os 46 anos da morte do padre João Bosco Penido Burnier, além de ser a primeira Romaria que acontece depois da morte de Dom Pedro Casaldáliga, acontecida em agosto de 2021. Na ocasião foi feita memória as vitimas do COVID-19.

Esta romaria constitui um marco histórico importante na trajetória da luta pela terra de camponeses e indígenas da região. A primeira romaria foi realizada em 1986, dez anos após o assassinato do padre João Bosco Penido Burnier, cuja morte revela-se como um marco na fabricação da ideia de martírio pelas Comunidades Eclesiais de Base (CEB) e pela Teologia da Libertação. Em decorrência deste assassinato, Ribeirão Cascalheira tornou-se referência na celebração dos mártires da terra e sede da Galeria dos Mártires da América Latina. Nesta galeria são abrigadas imagens de lideranças assassinadas em decorrência de conflitos fundiários.

A segunda Romaria aconteceu 1996, e a partir de então começou a ser organizada a cada cinco anos, em 2001, 2006, 2011, 2016 e transferida de 2021 para esse ano de 2022, dado a Pandemia do Covid-19,

Ela reúne povos indígenas, camponeses, organizações não governamentais (ONG), Sindicatos de Trabalhadores Rurais (STR) e setores progressistas da Igreja Católica, particularmente a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e o Conselho Indigenista Missionário (CIMI).

 

 

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