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Evangelho Meditado

Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

Is 40,25-31: O Senhor todo-poderoso dá coragem ao desvalido.

Sl 102 (103): Bendize, ó minha alma ao Senhor.

Mt 11,28-30: Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei.

28Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei. 29Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas. 30Porque meu jugo é suave e meu peso é leve.

Comentário

A imagem do jugo aparece na Bíblia como símbolo de escravidão. Assim encontramos que o jugo é símbolo de opressão política (Gn 27,40), do dominação estrangeira (Dt 28,48; Is 9,4; 19,10) e de escravidão (Ez 34,27). Mas ao mesmo tempo a imagem do jugo na tradição bíblica serve para manifestar a união positiva entre Israel e Deus. O povo de Israel era exortado a "viver sob o jugo de Deus" (Jr 2,20) e o "jugo da sabedoria" (Eclo 51,26). Jesus utiliza a imagem do jugo para confortar todas as pessoas oprimidas e angustiadas pelos múltiplos mandamentos (Mt 11,28-30). Devemos recordar que o jugo do Deus de Jesus não é para oprimir ou escravizar mas para sentir conforto e encontrar paz em nossa vida. Qualquer jugo que não cumpra esta função não pode vir de Jesus nem do Deus de Jesus. Como comunidade cansada e maltratada, devemos aproximar-nos de Jesus para experimentar seu amor.

Santo do Dia

S. Luzia

séc. III e IV ? mártir ? \"Luzia? vem de \"Lúcia? e quer dizer
\"aquela que é luzente como a aurora, iluminada? ? É invocada contra a cegueira do corpo e da alma


Luzia ou Lúcia sofreu o martírio em Siracusa, provavelmente durante a perseguição de Diocleciano (sécs. III-IV). Foi uma das santas mais veneradas na Igreja dos primeiros séculos, como indica uma inscrição encontrada nas escavações da catacumba de S. Giovanni: \"Eusquia, a irrepreensível, viveu santa e pura cerca de quinze anos; morreu na festa de minha S. Luzia, a qual não pode ser louvada como merece? (Palacin, L., op. cit. p. 193). Segundo as Atas, Luzia pertencia a uma família nobre e rica de Siracusa. Prometida em matrimônio, ela adiou o casamento, pois havia feito voto de consagrar a Deus toda a sua vida. Caindo a mãe gravemente enferma, Luzia levou-a à tumba da S. Águeda. Em virtude da cura obtida, a mãe consentiu que ela se dedicasse à vida religiosa e distribuísse os bens aos pobres. Revoltado com a atitude de sua pretendida, o noivo denunciou-a ao procônsul Pascásio. Ela confessou destemidamente sua fé. Decidiram, então, expô-la à humilhação pública, mas seu corpo ficou tão pesado que dezenas de homens não puderam arrastá-lo. As chamas também nada puderam contra ela. Por fim, foi decapitada.
Ó Virgem admirável, cheia de firmeza e de constância, que nem as pompas humanas puderam seduzir, nem as promessas, nem as ameaças, nem a força bruta puderam abalar, porque soubeste ser o templo vivo do Divino Espírito Santo. O mundo cristão vos proclamou advogada da luz dos nossos olhos, defendei-nos, pois, de toda moléstia que possa prejudicar a nossa vista. Alcançai-nos a luz sobrenatural da fé, esperança e caridade para que nos desapeguemos das coisas materiais e terrestres e tenhamos a força para vencer o inimigo e assim possamos contemplar-vos na glória celeste. Amém.

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