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Evangelho Meditado

Sábado, 23 de Março de 2019

Mq 7,14-15.18-20: Lançará ao fundo do mar todos os nossos pecados.

Sl 102, 1-2. 3-4. 9-10. 11-12 (R. 8a): O Senhor é indulgente e favorável.

Lc 15,1-3.11-32: Este teu irmão estava morto e tornou a viver.

Naquele tempo: Os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus. 'Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles.' Então Jesus contou-lhes esta parábola: 'Um homem tinha dois filhos. O filho mais novo disse ao pai: 'Pai, dá-me a parte da herança que me cabe'. E o pai dividiu os bens entre eles. Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada. Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome naquela região, e ele começou a passar necessidade. Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu campo cuidar dos porcos. O rapaz queria matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isto lhe davam. Então caiu em si e disse: 'Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome. Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe: ?Pai, pequei contra Deus e contra ti; já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados'. Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o, e cobriu-o de beijos. O filho, então, lhe disse: 'Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho'. Mas o pai disse aos empregados: ?Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés. Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete. Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado'. E começaram a festa. O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança. Então chamou um dos criados e perguntou o que estava acontecendo. O criado respondeu: ?É teu irmão que voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque o recuperou com saúde'. Mas ele ficou com raiva e não queria entrar. O pai, saindo, insistia com ele. Ele, porém, respondeu ao pai: ?Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. Quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho cevado'. Então o pai lhe disse: ?Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado'.

Comentário

Encontramo-nos com uma parábola exclusiva de Lucas, muito conhecida nos ambientes eclesiais. Esta parábola é chave para entender o novo rosto ou imagem que Jesus tem de Deus. Todos os grupos religiosos têm por costume mostrar a Deus como “o castigador”, “o vingador”, “aquele que se irrita com qualquer coisa”. Deus acabou sendo deformado pelas pregações patológicas de muitos cristãos que não experimentaram em suas próprias vidas a inclusão, o perdão e o amor sem limites. Deus é exclusivamente amor, misericórdia, perdão infinito. Isso é o que Jesus diz de seu Pai. O Filho mais velho não entende isso. Não pode compreender a Deus a não ser a partir do protótipo do homem religioso e observante, que somente vive de normas e de cânones, impedindo-lhe de viver a alegria e a festa do perdão pelo regresso à vida de seu outro irmão, que estava morto. O filho mais novo é exemplo dos marginalizados, dos pecadores, dos que não são considerados pelo sistema religioso. Este que pecou, tem mais capacidade para viver a festa do amor e do perdão.

Santo do Dia

S. José Oriol

séc. XVII ? sacerdote ? \"José? significa
\"que Deus acrescente?

José Oriol nasceu em Barcelona, 1650. Ainda bebê, ficou órfão de pai e sua mãe casou-se com um sapateiro. Aos 13 anos, morreu-lhe o padrasto, a quem amava como pai e sua família caiu na mais extrema miséria, passando a morar de favor na casa de uma caridosa amiga. Em 1674, concluiu os estudos de Teologia, sendo ordenado sacerdote em 1675. Para sustentar a mãe, foi professor em casa de uma rica família em Barcelona. Fez voto de abstinência perpétua, passando a viver a pão e água. Quando a mãe faleceu, partiu de Barcelona e foi a pé a Roma visitar os túmulos dos Apóstolos Pedro e Paulo. Retornando a Barcelona, foi-lhe confiada a paróquia de Nossa Senhora do Pin. Ali viveu pobremente, distribuindo o que ganhava aos necessitados. Servia o povo com dedicação, dando exemplo de simplicidade de vida. Possuía o dom da cura e da profecia, prevendo o dia da própria morte. Ao morrer, pediu que lhe cantasse o Stabat Mater: Estava a mãe dolorosa / junto à cruz lacrimosa, / vendo o filho que pendia. / A sua alma agoniada / se partia, atravessada / no gládio da profecia. / Oh, quão triste e quão aflita / estava a virgem bendita, / a Mãe do Filho / Unigênito. / Quanta angústia não sentia, / Mãe piedosa quando via / as penas do Filho seu...

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