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Evangelho Meditado

Terça-feira, 16 de Janeiro de 2018

1Sm 16,1-13: Samuel ungiu Davi na presença de seus irmãos. E a partir daquele dia, o espírito do Senhor se apoderou de Davi.

Sl 88, 20. 21-22. 27-28 (R. 21a): Encontrei e escolhi a Davi, meu servidor.

Mc 2,23-28: O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado.

Jesus estava passando por uns campos de trigo, em dia de sábado. Seus discípulos começaram a arrancar espigas, enquanto caminhavam. Então os fariseus disseram a Jesus: 'Olha! Por que eles fazem em dia de sábado o que não é permitido?' Jesus lhes disse: 'Por acaso, nunca lestes o que Davi e seus companheiros fizeram quando passaram necessidade e tiveram fome? Como ele entrou na casa de Deus, no tempo em que Abiatar era sumo sacerdote, comeu os pães oferecidos a Deus, e os deu também aos seus companheiros? No entanto, só aos sacerdotes é permitido comer esses pães.' E acrescentou: 'O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado. Portanto, o Filho do Homem é senhor também do sábado.'

Comentário

Do jejum sobre o qual falamos ontem passamos à fome sofrida pelos discípulos. Os fariseus, peritos na interpretação da Lei, entram em polêmica com o Senhor do sábado ao permitir a seus discípulos mais do que a tradição concedia. Apelando para a mesma Escritura na qual se baseavam os fariseus, Jesus mostra sua sabedoria e defende os seus seguidores fazendo notar que a Lei é para gerar vida e não fomentar a morte; converte-a no projeto original de Deus em favor do ser humano. A Lei não deve ser um jugo asfixiante, mas um meio de libertação, pois é dom e não imposição. Jesus age como "Filho do Homem" muito superior, portanto, ao Rei Davi; Jesus é o Senhor do tempo e da história; é liberdade absoluta de Deus que mostra seu amor e predileção pelos necessitados, pelos pobres deste mundo, os que têm fome. Peçamos ao Espírito Santo que nos ilumine e nos fortaleça para não ficarmos prisioneiros de nossas concepções legalistas que nos impedem encontrar-nos com Deus e os irmãos.   

Santo do Dia

S. Marcelo I

+309 ? papa ? protetor dos palafreneiros ou cavalariços. 
\"Marcelo? quer dizer \"pequeno martelo?

Marcelo foi o sucessor de Marcelino nos primeiros anos do século IV. De origem romana, sua família exerceu grande influência na cidade de Roma. O imperador romano Diocleciano, responsável pela sangrenta perseguição aos cristãos em 303, abdicou em 305, prenunciando um tempo de relativa paz, favorável ao cristianismo. De fato, em 313, promulgou-se o Edito de Milão, em que se reconhecia solenemente  \"a liberdade de consciência e a igualdade perante a lei de todos os cultos no mundo romano?. Coube ao pontífice Marcelo reorganizar a vida da Igreja e acompanhar a restituição dos bens eclesiásticos (cemitérios, templos, etc.) que haviam sido confiscados pelo Estado. Esse período de transição de uma fé vivida na clandestinidade para uma fé reconhecida pelo Estado e celebrada publicamente foi marcado por intrigas e desavenças. S. Marcelo foi exilado pelo imperador Maximiano e, no exílio, condenado a viver numa estrebaria e a cuidar de cavalos. Por esse motivo é tido como o protetor dos palafreneiros ou cavalariços. 

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